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entenda a TV DIGITAL

Glossário
Quando começa a TV Digital?
O que é a TV analógica?
O que muda com a TV Digital?
O que preciso fazer para assistir a TV Digital?
Falta alguma coisa mais?



Quando começa a TV Digital?

No dia 2/12/2007, a televisão brasileira deu o primeiro passo para uma nova era: a das Transmissões Terrestres Digitais na grande São Paulo, que passou a receber as primeiras imagens de TV Digital no Brasil (Ver Obs. 1). A Fig. 1 mostra essa data em uma tela plana 16:9 e com barras coloridas (Color Bars) que é um sinal de teste muito usado pela engenharia de TV. Quem está preparado para essa revolução tecnológica? O que precisa ser feito para usufruir dessa nova mídia que vai alterar a rotina de todos?



Figura 1 – Tela plana 16:9 mostra a data de inauguração da TV Digital no Brasil.

Economicamente, socialmente, cientificamente, politicamente, tecnologicamente, comercialmente e qualquer outro advérbio terminado em “MENTE” será afetado por essa nova forma de VER TV. A TV analógica persiste desde as experiências com o disco de Nipkov (Ver Obs. 2), considerado por muitos como o inventor da TV; a única novidade foi a introdução das cores, na década de 1950 nos EUA; no Brasil elas chegaram em 1972, no dia 19 de fevereiro com a transmissão da FESTA DA UVA diretamente de Caxias do Sul; eram somente 500 televisores coloridos recebendo a transmissão.

O que é a TV analógica?

Tecnicamente falando, e de maneira simplificada, podemos dizer que a TV analógica forma a imagem e o som de modo contínuo. Por isso vemos hoje imagens com contornos borrados (principalmente nas partes coloridas), chuviscos provocados por interferências (secadores de cabelo, liquidificadores, motores de carros / motos de modelos mais antigos com ignição convencional, são exemplos bem conhecidos de todos), fantasmas, ruídos, distorções na cor da pele das pessoas, dificuldade para ler textos e números pequenos e, além de tudo, ouvir um som pobre, que às vezes até vem em estéreo. Mas quando falamos em TV analógica estamos nos referindo somente à transmissão, porque nos estúdios, praticamente todas as Emissoras já usam o formato digital. O telespectador é passivo (não interage com a mídia) e para assisti-la é necessário estar dentro de uma sala na hora que o programa vai começar.

O que muda com a TV Digital?

A TV Digital transforma cada minúsculo elemento da cena e do som em um número binário formado somente por zeros (0) e uns(1); é a mesma linguagem tecnológica dos computadores. E o que ela trás de diferencial para o telespectador? O primeiro grande impacto é a ALTA DEFINIÇÃO (Ver Obs. 3), que aparece na mídia com as siglas HD (High Definition - Alta Definição) ou HDTV (High Definition Television - Televisão de Alta Definição) em inglês. Alta Definição significa ver mais detalhes na imagem (como nos cinemas, por exemplo). A introdução da HDTV será gradual, (mas as transmissões já vão iniciar no formato digital com resolução comum conhecida como SD de Standard Definition). O telespectador vai sentir a diferença, porque as distorções da TV analógica já citadas desaparecerão, ou seja, teremos uma imagem limpa e ainda um som com qualidade dos atuais CDs. Ouvir som Surround 5.1 – É um som com 6 caixas acústicas, realce dos graves, conhecido na mídia como som de Home Theater. Esse som somente será usado com HDTV. Tela no formato 16:9. Esse número é a relação entre Largura e Altura da tela; às vezes é chamada de “tela de cinema” ou “tela larga”. Esse formato permite ver mais áreas das cenas do que a TV tradicional analógica, cuja relação é 4:3 (tela quase quadrada). Essa característica, em coberturas esportivas, nos trás a sensação de estarmos assistindo o evento no local onde ele acontece. Os analistas técnicos terão de ter mais cuidados nos seus comentários, porque estaremos com mais informações na tela (Ver Obs. 4). Mobilidade e Portabilidade são características que vão acabar com a angústia de chegar rapidinho em casa para não perder “Aquele Programa”. O nosso sistema de TV Digital permite que os programas possam ser vistos dentro de ônibus, carros, barcos, aviões, Lap tops, em celulares com os telespectadores em movimento, nos desk tops dos escritórios, ou até com receptores de bolso. Multiprogramação - É uma alternativa para a Alta Definição, que permite ver programas diferentes no mesmo canal, ou ver o mesmo programa com vários ângulos/posições diferentes (muito bom para esportes em geral). Poderá reduzir conflitos em casa: Um vê Novela, Outro vê Notícias, o Terceiro vê Esportes e o Quarto vê Desenhos. Esse recurso é configurável e a Emissora poderá diminuir o número de canais aumentando a resolução; por exemplo, dois programas com resolução maior que o SD, mas menor que o HD. Para usar esse recurso, precisa ter um aparelho para cada programa, até porque o Áudio vem embutido no vídeo do programa

Interatividade permite fazer compras pela TV sem ter que usar telefone, votar em pesquisas, consultar o guia de programação das emissoras e outros serviços que vão aparecer à medida que a TV Digital for se consolidando em todo país

O que preciso fazer para assistir a TV Digital?

Essa resposta vai depender dos desejos e das facilidades técnicas que cada um tem hoje no seu endereço residencial/profissional. As primeiras transmissões digitais, na cidade de São Paulo, serão feitas na faixa de UHF. Logo, aA primeira providência é verificar se nos seus endereços é possível receber imagem de TV em UHF (Ultra High Frequency - Freqüência ultra-alta), usando ANTENA INTERNA. Elas são pequenas e diferentes das normalmente vistas em instalações de Antenas Coletivas. A Fig.2 mostra uma só como referência. Se não for possível, será necessário instalar uma ANTENA EXTERNA de UHF. Existem muitos modelos. A Fig.3 mostra um entre vários disponíveis.

Se você mora em condomínio, é importante consultar um profissional da área, uma vez que é essencial que o sistema de antena coletiva esteja em boas condições de captar, processar e distribuir os canais de UHF.

Veja mais informações em "A TV DIGITAL NO SEU PRÉDIO"


Fig.2 - Uma antena interna de UHF Fig.3 - Uma antena externa de UHF

 

Resolvido o problema da antena de UHF, é preciso conhecer outro produto chamado de conversor digital (Set-top-box, Caixinha conversora etc); a indústria criará outros nomes para ele, mais fortes em termos de marketing. Para que serve esse dispositivo? Basicamente ele executa três funções: 1 - Converte a TV Digital em TV analógica para os atuais televisores analógicos ou as telas de LCD e Plasma já à venda. A indústria já colocou no mercado televisores de LCD e plasma com conversor digital embutido. 2- Permite Interatividade. 3 - Permite funções adicionais como, por exemplo, usar um disco rígido chamado PVR (Personal Vídeo Recorder – Ele substitui os atuais Videocassete, mas com qualidade digital) para gravar programas. ATENÇÃO: comercializar programas gravados diretamente DO AR continua sendo crime. A indústria oferecerá vários tipos de conversores digitaisoxs, desde o mais simples (popularmente chamado de zapper - nome originado do jogo Nintendo. CUIDADO! Verifique se ele permite receber HDTV), que só atende ao item 1 acima, até o mais sofisticado que atende a todos os três. Veja na Fig.4 um conversor digital.

 

Fig. 4 Um Conversor digital com seu controle remoto.


Falta alguma coisa mais?

SIM. Agora podemos comparar o que temos com o que desejamos assistir, para decidir sobre investimento.
1 - Temos um aparelho de TV Digital Integrado, com conversor digital Completo e sintonizador de canais embutidos.
Nessa situação não é necessário comprar nada; é só ligar o cabo da antena de UHF no televisor, escolher o programa e deliciar-se com a nova mídia;

2 - Temos um aparelho de TV Digital sem sintonizador (normalmente é chamado de Monitor, como nos Microcomputadores, por exemplo, ou como se usa a TV atualmente com o reprodutor de DVDs externo.

Nesse caso temos que comprar um conversor digital; o modelo vai depender do que se deseja obter da TV Digital. Quer gravar e fazer Interatividade? Usa o Completo. Só quer ver? Usa o modelo básico. A nossa indústria vai oferecer muitas outras opções intermediárias.

3 - Temos um Televisor analógico.

A situação é semelhante ao item 2 anterior. Será necessário adquirir um conversor digital, cujo modelo vai depender do que o usuário deseja. A diferença é que a qualidade da imagem e do som vai ser definida pelo televisor analógico, mas a imagem será boa, clara e livre de fantasmas e/ou ruídos; e o som vai parecer CD.
Bem, com essas informações há duas alternativas para escolher:

1 – Preparar o seu endereço social e profissional para receber essa nova mídia, ou
2 – Pedir ao vizinho para assistir no endereço dele.

Dúvidas? Fale conosco no site www.forumsbtvd.org.br

Obs. 1 – Mesmo na cidade de São Paulo haverá bairros com falta de sinal; quanto aos demais municípios, uns terão boa cobertura, outros não. Num segundo momento, com auxílio de reforçadores de sinais, será possível para as Emissoras cobrirem toda grande São Paulo.
Obs 2 – Paul Nipkov, um jovem cientista alemão terminou seu disco em 24/12/1883, mas somente o apresentou ao público em 04/01/1884. Em 1925 o inglês John Logie Baird usou o disco para fazer a primeira transmissão de TV usando esse disco.
Obs. 3 – A mídia destacou o aumento na procura de cirurgias plásticas e estéticas na grande Beverly Hills, em Los Angeles, USA, motivada pela preocupação dos/as artistas que conhecem bem as características da alta definição, que não esconde nada. Maquiadores e Técnicos de Iluminação são também profissões em alta por lá. Por aqui a tendência, provavelmente, será seguir Hollywood.
Obs. 4 - Presenciei uma situação real relacionada a essa característica. Uma pessoa sem nenhum conhecimento técnico assistiu comigo, em HDTV, o final da Copa do Mundo de 2002 em uma sala de cinema do Rio de Janeiro. Claro que foi uma alegria geral ver os dois gols do Ronaldinho Fenômeno nos dar o título de PENTA campeão. Mas, agora ela não quer ver mais futebol em tela 4:3 e sem alta definição. Quem vê HDTV uma vez não aceita voltar para a TV de definição comum SD (definição padrão).

Glossário

1-seg: É a tecnologia de transmissão digital de TV para aparelhos portáteis e móveis com áudio, vídeo e dados. Os dispositivos 1-seg são capazes de decodificar exclusivamente informações de áudio, vídeo, dados etc., contidas no segmento central.São treze segmentos no total. Este segmento central pode ser submetido ao processo de entrelaçamento de freqüência sem o envolvimento das demais porções do espectro de radiodifusão. Esse tipo de configuração permite a criação de um serviço portátil (1-segmento), que consiste em uma das camadas do serviço de televisão. Esta tecnologia possibilita que seja transmitido um sinal de TV para dispositivos móveis mesmo em movimento, sem interferências e perda da qualidade do sinal.

4:3: Ver relação de aspecto.

16:9: Ver relação de aspecto.

AAC: A sigla AAC significa advanced audio coding, também conhecido como MPEG-2 part 7 ou MPEG-4 part 3, sendo esta última a adotada pelo padrão Brasileiro de TV digital. O AAC é um formato de áudio, que recorre a compressão com perda de dados. O AAC foi projetado como um codec de desempenho melhor em relação ao MP3, sendo promovido como seu sucessor para codificação de áudio em taxas de bits médias a altas. O AAC possui ferramentas que otimizam a utilização de banda chamadados Spectral Banda Replication (SBR) e Parametric Stereo (PS). Quando o SBR é utilizado, o AAC passa a ser chamado de HE-ACC v.1 onde a sigla HE significa High Efficiency (alta eficiência). A ferramenta PS permite que o áudio estéreo possa ser transmitido com uma baixa taxa de bits, sendo útil para as transmissões no serviço 1-seg que possui uma banda de transmissão disponível limitada por utilizar apenas um dos 13 segmentos.

Ângulo de visão: Quanto maior for o ângulo de visão, maior a possibilidade de posicionamento lateral para assistir televisão sem a perda de qualidade. Sendo assim, é necessário que antes de adquirir um televisor, o consumidor avalie o ambiente onde será instalada de forma a garantir que o posicionamento dos telespectadores atenda ao ângulo de visão proporcionado pelo televisor.

Aspect ratio: Ver relação de aspecto.

AVC: Ver H.264.

Brilho: Quanto maior o brilho de um televisor, maior será quantidade de luz emitida e melhor será a qualidade da imagem, principalmente em ambientes com maior iluminação. A quantidade de brilho é medida através do número de candelas (unidade de medida de intensidade de luz) por metro quadrado.

Canal de retorno: Possibilita o tráfego de informações entre o telespectador e a emissora de TV. Essa comunicação pode acontecer por diferentes tecnologias, como por exemplo, a Internet, o telefone fixo ou a rede de telefonia celular.

Canal virtual: É a função que dispensa a necessidade de decorar novos números dos canais digitais uma vez que estes números serão os mesmos já existentes nos canais analógicos. Os números dos canais, tanto em VHF quanto em UHF, podem variar de acordo com a região do país. Sendo assim, a função de canal virtual permite que a numeração dos canais locais seja disponibilizada ao telespectador de forma automática.

Compressão: Um método eletrônico para redução do número de bits requeridos para armazenar ou transmitir dados dentro de um determinado tempo ou um espaço definido. A indústria de vídeo utiliza diversos tipos de métodos de compressão, porém o método adotado para DTV é o MPEG-4. Para a compressão de áudio, o método de compressão adotado para DTV é o AAC.

Canal de interatividade: É o mecanismo de comunicação que fornece conexão entre o receptor e um servidor remoto.

Conexões multimídia: São as conexões através das interfaces USB, Firewire e ethernet. São utilizadas de diversas formas, como por exemplo: atualização do conversor, visualização de fotos no televisor e instalação de aplicações interativas via USB, transferência de vídeos e imagens via Firewire e conexão aos dispositivos para o canal de interatividade através da porta ethernet.

Conversor ISDB ou Conversor Digital ISDB: É o componente que converte o sinal da TV Digital para exibição das imagens no televisor, conhecido em inglês como “set-top box”. O conversor pode ser vendido separadamente no formato de conversor “Set Top Box” ou estar incorporado (integrado) ao televisor. O Conversor pode oferecer diversos tipos de saídas, dentre eles: HDMI, Vídeo Componente, S-Video ou Vídeo Composto, além de saídas de áudio analógicas e digitais.

Conversor Digital ISDB – HD: É todo conversor digital ISDB que possui saída de sinal em “Alta Definição - HD”.

Definição: É o nível de detalhamento que a imagem pode possuir, esta é medida em número de linhas horizontais, padronizada no sistema ISDB em 480, 720 e 1080 linhas.

Definição do Televisor: É o menor elemento de imagem (detalhe mais fino) que o Televisor ou monitor de TV foi projetado para exibir. Resolução é a quantidade desses elementos nas direções vertical e horizontal do Televisor/Monitor. Quando se diz que o Televisor é Full HD 1920 x 1080, significa que ele pode mostrar 1920 pixels na direção horizontal e 1080 na vertical, dando um total de 2073600 (1920x1080) Pixels em toda tela. Caso a definição do sinal recebido seja diferente (maior ou menor) do que a definição nativa do Televisor/monitor de TV, este será ajustado automaticamente para a sua definição nativa (Ver Downconverter/Upconverter). No nosso sistema ISDB a Resolução na direção vertical está padronizada em 480, 720 e 1080 linhas.

Dolby digital: É um formato de compressão de dados de áudio, e que permite armazenar áudio em múltiplos canais independentes. O Dolby digital 5.1 é o mais comum e define o sistema surround típico, formado por cinco caixas acústicas, sendo uma caixa central, 2 caixas frontais e 2 caixas traseiras, além do subwoofer.

Downconvert: Quando um televisor recebe um sinal cuja definição é superior à sua, ele é automaticamente ajustado, reduzindo a definição original do sinal.

DTS: A sigla para “Digital Theater Systems”. É uma família formatos de áudio em múltiplos canais, isto é, fontes de som independentes entre si. O formato permite a reprodução de áudio surround e pode ser utilizado em cinemas ou aplicações caseiras, como DVDs e Laserdisks.

DVI: A conexão DVI significa Digital Visual Interface sendo um padrão de interface de vídeo criado para melhorar a qualidade dos dispositivos de vídeos digitais, como monitores LCD e projetores digitais. Esse padrão foi criado por um consórcio de indústrias, o Digital Display Working Group (DDWG). Inicialmente esse padrão foi projetado para transportar dados digitais não comprimidos para o vídeo. Ele é parcialmente compatível com o padrão High-Definition Multimedia Interface (HDMI) no modo digital (DVI-D).

Entradas RF: A entrada RF é utilizada para a conexão da antena, interna ou externa, que permitirá a recepção do sinal de TV digital.

EPG: É a funcionalidade que os conversores digitais e os televisores integrados podem possuir e que permite aos telespectadores a visualização das informações sobre os programas nos canais de TV digital.

Espectro de Freqüência: É o intervalo de todas as freqüências de VHF, UHF e SHF. A sua divisão geralmente segue acordos internacionais, que determinam que tipos de serviços serão utilizados em quais canais. No Brasil seu uso é regulado pela ANATEL.

Firewire: Também conhecido como, IEEE 1394 é uma interface serial para computadores pessoais e aparelhos digitais de áudio e vídeo que oferece comunicação em alta velocidade e serviços de dados em tempo real. Uma utilidade possível para este tipo de interface é a gravação de vídeos exibidos na televisão em um computador.

Formato da Imagem (4:3 / 16:9): Esses números representam a proporção entre largura e altura da tela; Toda transmissão em HDTV será no formato 16:9 que é muito parecido com os filmes feitos em películas (analógicos).

Formatos de compressão de áudio: Os formatos previstos de compressão de áudio na TV Digital são: MPEG-4 AAC LC multicanal 5.1 e níveis inferiores, MPEG-4 HE-AAC estéreo.

Formatos de compressão de vídeo: O formato previsto de compressão de vídeo na TV Digital é o H.264, também conhecido como MPEG-4 part.10.

Frequência: As ondas eletromagnéticas transmitem muitos tipos de sinais, entre eles o sinal de televisão. Estas ondas se propagam oscilando, e a freqüência em que elas oscilam é uma de suas principais características. A freqüência é quantificada pela unidade Hertz (Hz), que significa ciclos por segundo.

Full-seg: É a tecnologia de transmissão digital de TV para aparelhos fixos com áudio, vídeo e dados. Esta tecnologia possibilita que seja transmitido um sinal Full HD e áudio com até seis canais. Neste tipo de transmissão, será possível a implementação de aplicações interativas de alta complexidade. A classificação full-seg é aplicada aos conversores digitais, também conhecidos por set-top box, e aos receptores de 13 segmentos integrados com tela de exibição, mas não exclusivos a estes. Este tipo de receptor é capaz de receber e decodificar sinais de televisão digital terrestre de alta definição e, a critério do fabricante, também receber e decodificar informações aplicadas aos serviços direcionados aos receptores portáteis, definidos como 1-seg.

H.264: O H.264 é um padrão para compressão de vídeo, também conhecido como MPEG-4 Part 10 ou AVC (Advanced Video Coding) e adotado no sistema Brasileiro de TV digital. O padrão foi desenvolvido pelo órgão mundial de telecomunicações chamado ITU-T Video Coding Experts Group (VCEG) em conjunto com a ISO/IEC MPEG que formaram uma parceria conhecida por joint video team (JVT). A versão final deste padrão foi formalmente chamada por ISO/IEC 14496-10.

HDMI: HDMI (High Definition Multimedia Interface – Interface multimídia para Alta definição, em inglês) é um tipo de conexão que futuramente vai ser o padrão para reprodução áudio visual, devido a sua tecnologia que permite juntar as informações digitais de imagem e som para serem transmitidas sem perda de dados. É a melhor solução no caso de alta definição. Já está disponível em alguns DVD players, de alta definição e Televisores.

HDTV: É a sigla para o termo em inglês high-definition television é um sistema de transmissão televisiva com uma resolução de tela significativamente superior ao dos formatos tradicionais (NTSC, SECAM, PAL). Com exceção de formatos analógicos adotados na Europa e Japão, o HDTV é transmitido digitalmente e por isso sua implementação geralmente coincide com a introdução da televisão digital (DTV). Apesar de vários padrões de televisão de alta definição terem sidos propostos ou implementados, os padrões HDTV atuais são definidos pelo ITU-R BT.709 como 1080i (interlaced), 1080p (progressive) utilizando uma proporção de tela de 16:9. O termo "alta definição" pode se referir à própria especificação da resolução ou mais genericamente ao meio (ou mídia) capaz de tal definição, como filme fotográfico ou o próprio aparelho de televisão.

Interlaced Scan (i) (imagem entrelaçada): Embora as imagens que vemos nos televisores aparentem estar preenchendo toda a tela de uma só vez, estas, são formadas em linhas. A imagem é chamada de entrelaçada porque são exibidas primeiramente todas as linhas impares, como 1,3,5,7, etc, e, somente após o preenchimento de toda da tela com estas linhas, é que é iniciada a reprodução das linhas pares, 2,4,6,8, etc. A grande maioria dos televisores de cinescópio disponíveis no mercado utiliza esta tecnologia.

IEEE1394: ver FireWire.

ISDB-TB (Integrated Services Digital Broadcasting – Terrestrial): É a sigla do sistema de TV Digital Terrestre Brasileiro. Foi desenvolvido no Japão e o Brasil adotou com algumas alterações.

Letter box: É o método que permite apresentar imagens widescreen em um televisor padrão com relação de aspecto 4:3. Com o intuito de preservar a relação de aspecto original do conteúdo de vídeo, a imagem é redefinida no televisor sem que seja inserida nenhuma distorção da imagem. Assim, é possível que a imagem se ajuste horizontalmente ao monitor. Porém, uma vez que esta imagem não irá preencher verticalmente toda a tela, as barras horizontais são utilizadas acima e abaixo da imagem de forma a preencher o espaço não preenchido.

Looptrough: É a conexão de saída de antena para a TV.

Luminância: Uma medida da intensidade de uma fonte de luz, também utilizada como sinônimo de brilho.

Modem: Um equipamento que tem como função modular os sinais que são transmitidos e demodular os sinais que são recebidos.

Modulação: É um processo de empacotamento da informação. Quando se faz uma transmissão, o sinal pode sofrer uma série de interferências e degradações. A modulação é responsável pela “proteção” do sinal, de modo que a informação originalmente transmitida possa ser reconstituída da maneira mais fiel possível.

MPEG-2: MPEG-2 é o padrão mais antigo de compressão de dados digitais de áudio e vídeo. Não é utilizado no sistema Brasileiro de TV digital.

MPEG-4 Part 10: Ver H.264.

Multiprogramação: A multiprogramação é a possibilidade de o telespectador ter acesso a mais de um programa de televisão no mesmo canal. NTSC: A sigla NTSC significa national television standards committee. O NTSC é o sistema padrão de cores utilizado para televisão nos USA.

OFDM: É a sigla para o termo em inglês de “Orthogonal Frequency Division Multiplexing”. É um sistema de modulação utilizado no ISDB-T no qual o canal de 6 MHz designado para TV Digital é dividido em milhares de portadoras ortogonais entre si. Sua principal vantagem é a robustez ao ruído causado por interferências de multi-percurso.

PAL-M: PAL-M é o sistema analógico de televisão em cores utilizado pelo Brasil. A sigla P.A.L. é a abreviatura de Phase Alternate Line. O PAL-M foi a solução encontrada na época da adoção do sistema de cor para que, desta forma, as transmissões em cores pudessem ser recebidas pelos aparelhos em preto-e-branco sem a necessidade de adaptadores, e vice-versa. Atualmente a maioria dos monitores e televisores faz a detecção automática do tipo de sistema de vídeo (PAL ou NTSC).

PS: É a abreviatura para parametric stereo. É uma ferramenta da codificação AAC que permite uma redução nas taxas de bits utilizadas para a transmissão do áudio estéreo.

Pillar box: São barras laterais utilizadas como recurso para que imagens com relação de aspecto 4:3 possam ser exibidas em um televisor cuja relação de aspecto de tela seja 16:9 ou widescreen. Com o intuito de preservar a relação de aspecto original do conteúdo de vídeo, a imagem é redefinida no televisor sem que seja inserida nenhuma distorção da imagem. Assim, é possível que a imagem se ajuste a altura do monitor. Porém, uma vez que esta imagem não irá preencher horizontalmente toda a tela, as barras laterais são utilizadas do lado esquerdo e direito da imagem de forma a preencher o espaço lateral não preenchido.

Pixel: Pixel é a aglutinação de picture element, sendo que picture do inglês é abreviado por pix. O pixel é o menor ponto em uma imagem, possui 3 pontos de cores (vermelho, verde e azul) e assim consegue reproduzir 256 tonalidades de cores (equivalente a 8 bits), a combinação de muitos pixeis gera uma imagem e quanto maior o número deles, mais definida é a imagem. O pixel está diretamente ligado à definição, quando falamos 1024 x 768, nada mais é do que o número horizontal de pixeis versus o número vertical deles em uma linha perpendicular à altura da tela, e que essa definição gera uma imagem de 786432 mil pixeis. (1024 x 768).

Progressive Scan (p) (imagem progressiva): Alguns televisores ou geradores de imagem possuem um sistema de processamento de sinal chamado Progressive Scan. Neste caso, ao contrário do sistema entrelaçado, cada quadro de imagem é formado seqüencialmente, gerando melhoria considerável na qualidade subjetiva da imagem. Grande parte das Tv’s de LCD e Plasma disponíveis no mercado já incorporam esta tecnologia.

RCA: Ver vídeo composto.

Receptor: Ver conversor digital.

Relação de aspecto: A relação de aspecto define a relação entre a largura e a altura da imagem apresentada na tela dos televisores, cinemas, dispositivos portáteis e móveis. A relação de aspecto padronizada para o sistema de televisão analógico Brasileiro é de 4:3, ou seja, quatro unidades na largura X três unidades na altura. Essa proporção foi escolhida durante os primeiros anos da televisão, quando a maioria dos filmes utilizava este formato. Na televisão digital terrestre Brasileira, a inovadora proporção 16:9, também conhecida como widescreen, é disponibilizada, assim como a proporção 4:3 continua mantida para exibição de mídias anteriores. Relação de aspecto é o mesmo que formato da imagem.

Resolução: Ver definição.

Set-Top Box: Ver conversor digital.

S/PDIF: Esta conexão permite o tráfego do sinal de áudio dos conversores digitais para o televisor e home theaters de forma digital, preservando sua qualidade. A conexão S/PDIF pode ser realizada com a utilização de um cabo ótico ou coaxial.

S-Video: S-Video ou Separated Vídeo, oferece melhor qualidade (subjetiva na primeira geração), de imagem do que vídeo composto. São três fios usados que percorrem pelo interior de um único cabo: um para transmitir a imagem em preto-e-branco, outro para transmitir as informações de cor e um terceiro que é o terra. Lembrar que esse formato é inferior ao Vídeo Componente (Component Vídeo).

Surround: É um conceito que tem como objetivo trazer um ambiente mais realístico de áudio, aumentando a sensação de imersão do telespectador no ambiente da cena. A maneira mais comum de implementação do surround é a utilização de múltiplos canais de áudio, como o 5.1. O áudio surround será mais uma das possibilidades oferecidas pela TV Digital.

Taxa de bits: É a quantidade de bits por segundo transmitida ou recebida por um determinado equipamento. No mundo digital a informação é transmitida através de bits, portanto quanto maior a taxa de bits melhor a qualidade de áudio e vídeo.

Taxa de contraste: Quanto maior a taxa de contraste de um televisor, maior é a capacidade deste televisor de exibir a graduações de cores. A taxa de contraste determina a quantidade de graduações existentes do branco até o preto em uma imagem. Quanto mais contraste tiver o televisor, melhor será a imagem.

Televisor Analógico: É todo televisor que possui um sintonizador interno que permita receber as transmissões analógicas más não recebe transmissões digitais, necessitando para isso de um Conversor Digital (set-top box).

Televisor Digital: É todo televisor que possui um sintonizador interno que permita receber as transmissões digitais sem necessidade, por exemplo, de um Conversor Digital. Esse televisor pode receber também transmissões analógicas.

Televisor “HD Ready”: É o televisor que possui sintonizador analógico, mas é capaz de reproduzir imagens com definição de 720 ou 1080 linhas horizontais. Com um conversor digital ISDB poderá exibir imagens de alta definição transmitidas pelas emissoras de TV Digital no Brasil.

Televisor HDTV (High Definition TV) – TV de alta definição: São os televisores capazes de reproduzir imagens com definição de 720 ou 1080 linhas horizontais. Os modelos cuja definição nativa é de 1.080 linhas, se possuírem a função progressive scan, podendo exibir imagens com 1080 linhas de definição horizontal progressiva (1080p), são conhecidos como FULL HD. Quando utilizados em fontes de sinal 1080i (Ex: transmissões em HD) ou 1080p (Ex: DVD de alta definição), estes televisores podem exibir a melhor definição disponível em Alta definição.

Televisor ISDB Integrado (Conversor digital integrado): Independente de sua tecnologia (CRT, Plasma, LCD ou Projeção), é aquele que possui o conversor digital integrado. Isso significa que estes aparelhos podem receber sinais de TV Digital no padrão ISDB (padrão de TV Digital de alta definição adotado no Brasil), diretamente da antena, sem a necessidade de outro equipamento para converter o sinal (conversor).

Televisor SDTV (Standard Definition TV): São os televisores que têm definição nativa de 480 linhas horizontais. A maior parte dos televisores presentes no mercado pode reproduzir sinais com 480 linhas entrelaçadas (480i), com transmissão digital a qualidade de imagem que estes televisores será a mesma que eles apresentam quando conectados a um DVD. Quando possuem a função “progressive scan” esses televisores podem reproduzir 480 linhas progressivas (480p) gerando uma imagem ainda melhor. O conceito SDTV tem relação com a qualidade de imagem e não com o fato do produto ser digital ou analógico. Um produto SDTV pode ter um sintonizador digital.

Tensão de alimentação: A tensão de alimentação necessária para o correto funcionamento do televisor integrado ou do conversor digital no país é: 100/220 Volts –60Hz. Transmissão terrestre: Transmitido por ondas de radiofreqüência os sinais, analógicos ou digitais são transmitidos pelo ar a partir de antenas Terrestres (ao contrário de satélites que ficam no espaço) e necessitam de antenas e receptores apropriados para a sua recepção

TV aberta: É um sistema que emite livremente, sem encargos e taxas, sinais de TV com conteúdo áudio visual, bastando simplesmente que os usuários tenham um receptor de TV, com antena adequada, para que tenham a acesso a esse conteúdo.

TV Analógica – Transmissão (sinal aberto): É o sinal de TV terrestre que varia continuamente no tempo para representar as imagens e os sons. É semelhante ao cinema de película e a fotografia analógica que usa filme. A principal desvantagem da tecnologia analógica é o ruído que degrada a qualidade da imagem e do som. (é transmitido de forma analógica). É comum ocorrer perda da qualidade no processo de transmissão/recepção, ocasionando ruídos e interferências na imagem recebida.

TV a cabo: É um sistema que distribui conteúdo áudio-visual para os domicílios via cabos. Normalmente tem um número significativo de canais disponibilizados. É um serviço pago.

TV de projeção: Funciona igual a um projetor, porém essa imagem é gerada invertida e é projetada na parte de traz da tela do televisor, assim vemos a imagem não mais invertida do outro lado. Nos projetores uma luz muito forte passa por espelhos que filtram essa luz em 3 cores que se unem e são projetadas para formarem a imagem. Estão saindo de linha.

TV de tubo (CRT): CRT é um acrônimo para a expressão inglesa cathode ray tube, que em português significa "tubo de raios catódicos", também conhecido como Cinescópio. Dentro da sua TV existe esse tubo de raios catódicos onde encontramos duas placas, uma positiva e outra negativa. Quando a tensão entre essas duas placas é muito alta gera elétrons, e quando esses atingem a placa positiva a diferença de energia gera um feixe de luz que atravessa o tubo e para na parte de traz do vidro da televisão formando a imagem.

TV Interativa: A televisão interativa é uma forma de televisão onde a participação do usuário pode afetar diretamente o conteúdo que já se encontra disponível ou será transmitido.

TV ISDB Digital – Transmissão (sinal aberto): É o sinal de TV terrestre que é transmitido de forma digital. O grande benefício deste sistema é que não há perda da qualidade no processo de transmissão. A imagem e o áudio permanecem 100% com a qualidade do sinal original, eliminando os ruídos e as interferências característicos do sistema analógico.

TV LCD: A TV de LCD gera imagens através de um feixe de luz que passa por pequenas células que contém um cristal líquido (daí o nome Liquid Crystal Display), que são controlados por uma corrente elétrica e assim geram as 3 cores de luz básicas para se formar imagens, vermelho, verde e azul (RGB).

TV móvel: Permite a captação dos sinais de TV em dispositivos em movimento: ônibus, trens, metrô, carros, barcos etc.

TV portátil: Permite a recepção em equipamentos portáteis em qualquer localidade, através de telefones celulares, televisores de mão ou computadores equipados com receptor de TV. É possível receber os sinais de TV nestes aparelhos estando parado ou em movimento. TV Plasma: No painel de plasma encontramos pequeninas células que contém uma mistura de gazes, quando uma corrente elétrica passa por essas células excita o gás que passa para o estado plasma e gera luz.

TV via Satélite: Com o avanço da tecnologia foi possível receber o sinal diretamente via satélite nos domicílios. Um satélite recebe a transmissão de outros satélites ou de uma central terrestre, esse satélite retransmite para as casas que tem de possuir uma antena específica e deve ser apontada para o satélite que está no espaço, também é um serviço pago.

UHF: É a sigla para o termo em inglês Ultra High Frequency, que significa Freqüência Ultra Alta. Designa a faixa de freqüências que vai de 300 MHz até 3 GHz.

Upconvert: Quando um televisor recebe um sinal cuja definição é inferior à sua definição nativa, este é automaticamente ajustado para a definição nativa. Por exemplo: se o sinal tiver 480 linhas e o TV tiver definição nativa de 1080 linhas este acrescentará linhas intermediárias e exibirá 1080 linhas.

VHF: É a sigla para o termo em inglês Very High Frequency, que significa Frequência Muito Alta. Designa a faixa de freqüências que vai de 30 MHz até 300 MHz.

Vídeo composto: Composite ou Composto, nesse padrão, o sinal de vídeo é transmitido em apenas um fio, misturando informações de imagem (Brilho e Cor) e cor no mesmo sinal. É por este motivo que este padrão tem qualidade ruim de imagem para transmissões de vídeo usando cabo; é um dos tipos mais populares de conexão de vídeo e utiliza conector RCA (“Radio Corporation of America", empresa que introduziu esse tipo de conector no mercado em meados dos anos 40), a informação percorre por um fio interno, depois vem blindagem e em seguida o isolamento de borracha.

Vídeo Componente: Para transmissões de imagem (Brilho e Cores) é necessário que informações sobre esses atributos cheguem ao aparelho em que vai ocorrer a reprodução. Para isso temos em muitos casos várias opções, o vídeo componente é mais uma dessas opções onde são usados três conectores, chamados Y (conector verde), Pb (ou Cb ou ainda B-Y, conector azul) e Pr (ou Cr ou ainda R-Y, conector vermelho). No conector Y são transmitidas as informações de vídeo (imagem preto-e-branco - Brilho) enquanto nos outros dois conectores são transmitidas as informações de cor. Assim é reproduzida uma imagem superior as que se conseguiria usando outras conexões como S-Video e vídeo composto (composite RCA).

Vídeo RGB: O modelo de cores RGB é um modelo aditivo no qual o vermelho, o verde e o azul (usados em modelos aditivos de luzes) são combinados de várias maneiras para reproduzir outras cores. O nome do modelo e a abreviação RGB vêm das três cores primárias: vermelho, verde e azul (Red, Green e Blue, em inglês), e só foi possível devido ao desenvolvimento tecnológico de tubos de raios catódicos – com os quais foi possível fazer o display de cores ao invés de uma fosforescência monocromática (incluindo a escala de cinza), como no filme preto e branco e nas imagens de televisão antigas.

Vídeo Y,Pb,Pr: Disponíveis no mercado, os cabos e conexões HDTV-Componente são também conhecidos pela sigla Y/Pb/Pr. Esta identificação é referente aos sinais B-Y (Pb) e R-Y (Pr) que neles são trafegados individualmente em cada cabo. A combinação dos três sinais (Y/Pb/Pr) provê toda informação necessária para a correta formação da imagem. Nos equipamentos de vídeo existentes no mercado, estes 3 sinais componentes referem-se a: Luminância (Y) – para Brilho, e os dois sinais de crominância (Pb – Azul) e (Pr – Vermelho) – para cor. O verde, que não aparece é recuperado eletronicamente dentro do Televisor”.

Widescreen: Ver relação de aspecto.

 
 
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